segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

espertos ou inteligentes ?

Em época de aperto de cinto, não deixo de pensar que Portugal é em si um paraíso fiscal para os poucos que tudo têm. Para estes, é muito fácil iludir os impostos, movimentar rendimentos, etc.
E como, quase sempre, por muito poucos pagam todos, vemos a máquina fiscal utilizar o critério baseado no antigo faroeste : Disparar primeiro e só depois perguntar. três palavras :
ABUSO DE PODER!

As consequências são óbvias : injustiças, revolta, descrença, frustração e todos os adjectivos que conseguirmos descortinar. Para ajudar (será ? ) deparamo-nos com a "justiça" portuguesa que nos casos de recurso dos seus cidadãos tem uma resposta lenta e vazia. E como todos sabemos, todo este tipo de processos implica o pagamento de honorários a advogados durante anos para o devido seguimento dos respectivos recursos, mais despesas tribunal, etc etc. Por isso ninguém tem motivação para fazer valer os seus direitos.
Ou seja, cinicamente ( porque é nos limites da lei) o sistema vai cometendo atropelos, vai roubando os seus cidadãos, especialmente aqueles que menos têm.

Temos tudo para mudar estas consciências; já não vivemos numa época em que a informação e o conhecimento nos chega filtrado ( conforme convém a quem detém o poder). Hoje, todos podemos/devemos pensar por nós próprios, temos meios para isso. E se a justiça dos tribunais não está, nestes casos, do lado dos mais fracos pelas razões que enumerei, não deixa de haver uma outra justiça que, aos nossos olhos, é muito mais poderosa : a justiça moral.
Porque ao contrário do que se julga a maioria dos fracos não é burra.

REAJAM !

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