sábado, 2 de outubro de 2010

easy take it easy

« Não tenho pressa. Pressa de quê? Não têm pressa o sol e a lua: estão certos. Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não sei ter pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega - nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não onde penso. Só me posso sentar onde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, e estamos sempre fora dela porque estamos aqui. »

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

adiós babilónia




Jamais colonizarão os meus sentidos, aí apenas mando EU. Estarei sempre, apenas e só, animado pelos bons sentimentos. Tudo o restante é mero ruído que é totalmente abafado pela intimidade dos meus sorrisos sinceros e vazios. Todo o veneno que me cerca é superficial, não tem efeitos secundários; De maneira alguma deixarei que os meus ideais sejam colonizados :

Sou a minha minoria absoluta...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

special dedication to each and everyone

BUT NOW ME COME A MAN ME GET FI UNDERSTAND
RASTA IS LIVE AND SALVATION !

That's why dem never want me smoke the ganja,
cause when me smoke it me find out me culture...



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Nenhum aspecto que possamos dar a um assunto nos trará por fim tanto proveito como a verdade. Só ela assenta bem. Porque na maioria dos casos não estamos onde estamos mas numa posição falsa. Devido a um desvio da nossa natureza, imaginamos uma situação e colocamo-nos dentro dela, e logo estamos em duas situações ao mesmo tempo, tornando-se duplamente difícil sair delas. Em momentos de lucidez encaramos simplesmente os factos, a situação que de facto existe. Dizei o que tendes a dizer, e não o que deveis dizer.

Qualquer verdade é melhor que o fingimento."


Thoreau

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

easy come easy go

" O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele"

A.C.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O HOMEM

Todos os homens são maus, é algo intrínseco, inerente à condição humana.
Resta aos poucos, que têm consciência disso, lutar contra essa corrente que amadurece à medida que vai crescendo com o ser humano.
o truque está em CONTRARIAR, primeiro, e EXPULSAR depois, do nosso intimo esses sentimentos que convivem no nosso interior. É o minimo que podemos fazer, para depois, sim, estarmos preparados para LUTAR e não nos rebaixarmos perante a maldade, mediocridade intelectual de alguns, que virulentamente nos circundam.
O segredo é nunca desistir, não ser engolido pelo sistema da babilónia.
A única forma que encontrei para não me deixar envenenar pelo ódio alheio é nunca responder, é a indiferença, a ignorância pura. Só assim encontrarei o meu sono leve.
E nunca fingir aquilo que não sou : porque a nossa VERDADE, real ou não, não passa disso mesmo - VERDADE ! E verdade fingida não passa de uma mentira, só que mais pobre, na medida em que é premeditada, estudada.

Pobres carneiros...
" As oportunidades de viver diminuem na proporção em que aumentam os chamados "meios".
O melhor que um Homem pode fazer em prol da sua cultura, quando enriquece, é esforçar-se por realizar os projectos que alimentava quando era pobre."


EU NÃO NASCI PARA SER FORÇADO.
HEI-DE RESPIRAR SEMPRE À MINHA MANEIRA...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

o mundo a nossos pés

Tenho a sensação de conhecer todas as pessoas da minha cidade, mas no fim concluo sempre não saber quem são.
Todos os dias remo por entre multidões e olho. Olho, mas não vejo! diáriamente cruza-se comigo essa gente que me olha sem me ver. Fenómeno que brotou com as sociedades modernas : estarmos mais longe vivendo mais perto !

o Homem contemporâneo gostava de ter a capacidade de desdobramento, ser duas pessoas numa só, de forma a poder representar, em simultâneo, o papel de objecto amado e ser que ama.

nenhum Homem é uma ilha !

Nunca nos preocupamos, de VERDADE, com os outros, com os seus problemas, com os seus gostos. Mais importante é desenrascar uma forma de comprarmos o carro da moda, para que todos me invejem. Quais os ténis é que vou usar esta noite de modo a impressionar aqueles que me atraem, mas no entanto, não conheço. Não sei quem são, não sei o seu prato favorito nem as cores que admiram. Contudo, é a esses que queremos agradar. A essas mesmas pessoas que olham para nós sem nos ver. Bens materias são o objectivo para, assim que os possuímos, deixarem de ter qualquer valor precisamente porque passam a ser nossos.


Não sei sentir-me onde estou e tristemente vou observando tudo e todos à minha volta perdendo-se. EU, estou aqui, sabem onde me encontrar !

Todo o mundo a nossos pés! é a exigência que todos gritamos. Porque as nossas dúvidas e dificuldades são sempre as únicas que merecem uma reflexão. Quando as resolvemos, damo-nos conta que os outros também têm os seus problemas. Mas aí, já é tarde. Estamos cansados, saturados e exigimos o "merecido" descanso, que jamais pode ser interrompido só porque alguém pensa que a nossa ajuda ou simples opinião é importante. Não queremos saber: em segundos esquecemos as dúvidas, desesperos que nos debitam ao telefone e fechamos os olhos. esboçamos um timido sorriso porque, de uma maneira ou de outra, acabaremos por adormeçer esta noite.

Os outros ?
Não passam de objectos gastos que são usados consoante a nossa disponibilidade.

" Oh cidade, ilusão ! que te vestes de cimento e alcatrão,
não me encontro, nem a ti, nos muros que fazem de ti prisão! "

quarta-feira, 21 de julho de 2010

United we stand, divided we fall

A “morte” alheia não acontece apenas quando se criam barreiras que a distância dos dois mundos teimosamente inflige. Tão pouco depende exclusivamente da ausência fisica de outrem. Ela veste várias peles, disfarça-se sob a forma de desiluções, tão comuns na nossa selva quotidiana.

A pior “morte” que podemos sentir, é a que nasce da definitiva descrença que manifestamos para com o outro, quando alguém que respira ao nosso lado deixa de existir em cada um dos nossos sentidos. É quando alguém que se encontra à nossa frente deixa de estar, como se a própria cegueira estivesse enganada, virada do avesso.

É uma sensação pungente e jamais bem-vinda, visto que deixamos de sentir no seu todo uma pessoa que outrora nos habituáramos a ouvir, que experimentávamos, que participava e era responsável por parte do nosso contentamento.

Entrámos numa nova dimensão relacional : os comportamentos low cost.

Hoje, já não nos esforçamos por aprofundar, insistir no que já conhecemos. É mais fácil desistir e partir as raízes entretanto criadas.


“ Passamos pelas coisas sem as ver,

gastos como animais envelhecidos;

se alguém chama por nós não respondemos,

se alguém nos pede amor não estremecemos,

como frutos de sombra sem sabor,

vamos caindo ao chão apodrecidos “


Insisto : aquilo que já não consegues ver, sente-lhe a mão. Por cada pedra que te arremessam ofereçe o teu perdão.

Se existimos, o mundo somos NÓS !

sábado, 17 de julho de 2010

Automatic

Desleixo quantitativo. Frustração aglomerada. Rendição ao querer. Angústia acumulada. Saber minimizado. Medíocre leviandade.
Falso testemunho da razão quando dela nada resta, resta agora a hipótese da concretização. A ansiedade engole a consciência, a consciência é cuspida pela frustração. Que virá a seguir? A razão, a razão manda-me passear. Responde a inconsciência: Não sei! Também não sabe, quem sabe? Eu não sei, esperava que a razão me dissesse, mas ela mandou-me cagar, disse-me pa ser consciente. Tem razão... E agora? agora vou procurar resposta...onde? À vontade! Boa, boa... Enchi-me de vontade e perguntei-lhe, ela responde-me: Força! Força? Isso é a resposta da vontade? Espera...não...isto foi a razão a falar...mas espera, essa mandou-me cagar! Ah não esquece, isso foi a inconsciência, a razão não me diria isso, mas se foi a inconsciência porque a ouvi?
Estúpido

quinta-feira, 1 de julho de 2010

EFEITOS CONTEMPORÂNEOS IV

" Do que não se pode falar, é melhor calar-se"

As palavras são demasiado importantes para mim.
devem ser usadas apenas quando necessário, nunca para matar silêncios.

Cada vez tenho mais cuidado com as palavras que uso, com a maneira de comunicar.
Na dúvida, prefiro calar-me primeiro, e pensar depois.
Mas esta é somente uma forma de agir, assim como para a carneirada cuspir na sombra dos outros é apenas uma maneira de se alimentarem, formas de expressão.

sábado, 29 de maio de 2010

Mágoa

Foi o vento que se lhe deu á mágoa, fugiu, escondeu-se.

Ficou para trás, nas costas, nos pés, ainda mais abaixo, desapareceu.

Queres encontrá-la porque ao ouvires aquela música te lembras dela, mas ela não vem, estás bem.

Essa mágoa que tanto falaste e re-falaste onde se terá metido? Ficou cá dentro, ou simplesmente esmoreceu?

Que estranho... estou nos mesmos sítios, ouço as mesmas vozes, lembro as mesmas coisas, mas sem mágoa.

Ao caminhar sozinho(onde é mais propício lembrar-me dela), tento lembrar, mas nada....nada, nada, nada.

Estarei sem mágoa? terei encontrado esse estranho e quase absurdo estado de plenitude?



Penso que estarei a caminhar para o caminho mais puro, a mágoa morreu-me...



Não irei chorar por ela..

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Simplicidade é Liberdade

Falamos sem comunicar;
estamos juntos por medo de ficar sozinhos;

Ouvimos ruído quando devíamos escutar com atenção :Não queremos ouvir!

Vamos acreditando enquanto somos enganados.
A simples palavra, aperto de mão, um olhos nos olhos, já não é suficiente para selar compromissos. Simplesmente porque são conceitos estranhos à sociedade "civilizada" e contemporânea.

A simplicidade voluntária deixou de ser valorizada pois o material superou os valores humanos, assim como o que antes era acessório é, hoje em dia, essencial para o homem moderno.

Uma sugestão : Parem ! Escutem ! Olhem !

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


You don´t have to agree with me, this is the meaning of democracy.

Eddie Vedder

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

I am the Master of my Path, I am the captain of my soul.


Nelson Mandela

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Documento sem título.


Documento sem título, trata o branqueamento.
Um balão a vazar, ou já vazio, sem qualquer soprar dentro. Uma cor descolorada, já molhada ou usada. Um relacionar de equívocos que testemunham o fracasso da mente.

Solta o stress, mas a ideia de lá não sai. Começa a soltar palavras, numa investida descabida, automática. Com um ritmo no ouvido parece o sentido aparecer-se, mas não, ainda não.
È apenas a musicalidade a dar de si, a trabalhar-nos.

Mas ideias e palavras , nem vê-las.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Taciturno


Taciturno sou eu; o Mundo.

Possuo a visão em todos os sentidos, vejo o mal, o mal, e o bem. Percebo o nascer, entendo o amadurecer; Não entendo o adulto. Não há entendimento para este, não há razão para o inconsciente se tornar amargo.

É facilmente absolvido o que teve uma infância diminuída, obstruída. Mas porquê?

A razão são vocês, eu, Mundo, so estou a viver o ciclo das vossas vidas. Dependo das vossas vicissitudes. E nem tudo é mau, há coisas boas. Porque é que vocês exploram sempre as más, o erro? A intenção não chega, têm que actuar, fugir, recorrer á honestidade.

Sinto-me ultrapassado pelo vosso fracasso, impotente, a minha imponência é diariamente posta á prova.

Mexam-se!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O BOM E O MAU

Uma boa noticia alheia desperta-lhes a inveja;

Uma má noticia torna-os compreensivos, esperançosos, com uma ligeira tendência para a compaixão, accionando o mecanismo que lhes permite atingir a "felicidade".

terça-feira, 9 de junho de 2009

EFEITOS CONTEMPORÂNEOS III

– Olá, Papá – disse o Duarte.
– Agora não, Duarte – disse o pai.
– Olá, Mamã – disse o Duarte.
– Agora não, Duarte – disse a mãe.
– Há um monstro no jardim e ele vai comer-me – disse o Duarte.
– Agora não, Duarte – disse a mãe.
O Duarte foi para o jardim.
– Olá, monstro – disse ele ao monstro.
O monstro devorou o Duarte, até ao último bocadinho.
Depois o monstro foi para dentro de casa.
– GRRR – rugiu o monstro atrás da mãe do Duarte.
– Agora não, Duarte – disse a mãe do Duarte.
O monstro mordeu o pai do Duarte.
– Agora não, Duarte – disse o pai do Duarte.
– Tens o jantar pronto – disse a mãe do Duarte.
A mãe pôs o jantar em frente da televisão.
O monstro comeu o jantar.
Depois esteve a ver televisão.
Depois leu uma banda desenhada do Duarte.
E partiu um brinquedo do Duarte.
– Vai para a cama – disse a mãe do Duarte. – Já te levei o leite para cima.
O monstro subiu as escadas.
– Mas eu sou um monstro – disse o monstro.
– Agora não, Duarte – disse a mãe do Duarte.

Agora Não, Duarte, de David McKee

quinta-feira, 4 de junho de 2009

BI MÔ TÉ SARATIKAN DAFA


Nesta fábrica contemporânea não há pessoas más... Apenas com uma “inocente” inclinação para o mal.

Não alcançam a felicidade sem a desgraça dos demais. E é esta a almofada que lhes assegura algum conforto na hora de dormir.

Pobres felizes : amam egoísticamente, fingem !

A mim não me apanham nesse ciclo vicioso. Está esgotado !
Vivo do que me dão e dou instintivamente, sem nunca esquecer a luta da pureza contra a hipocrisia. Luto contra esta ditadura das aparências.

Não te deixes manipular,
A babilónia insiste em ocultar
Toda a VERDADE que o povo quer escutar,
Se queres VERDADE então tens que LUTAR !

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Abril............

Agora que estamos em abril. mais precisamente em fase de comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril, só me ocorre uma coisa em mente:

Salgueiro Maia deve andar às voltas no tumulo................................................................

Se analisarmos as atrocidades cometidas , deparamo-nos com uma "escravidão moderna" , escravidão essa , que limita a sociedade à extrema obcessão pelo poder e pelo dinheiro, sendo alimentadas essencialmente pela pobreza de espirito , tanto daqueles que se aproveitam da situação , como daqueles que os seguem (marionetas, puppets ou simplesmente a carneirada).

Sei que aquilo que escrevo não é propriamente uma novidade, mas nesta altura em que pensava que estavamos numa era de inovação ,isto não faz sentido, senão vejamos :

A emancipação da mulher;

As mulheres na minha opinião claro, conseguiram uma vitória importante equilibraram a balança e já não são vistas como o elo mais fraco.


Portugal;

Deixou de ser visto como uma colónia espanhola , e fez surgir toda a sua potencialidade com a excelente organização da Expo98 (principal alavanca no crescimento do pais ) e do Euro 2004.
Hoje em dia temos o presidente da comunidade europeia , e o melhor jogador do mundo.

Em suma:

Se somos tão fortes quando isso envolve , paixão e trabalho.

Porque nos limitamos a andar à boleia dos outros? porque continuamos a ser o pais do Sr. Doutor?Porque nos dividimos em classes sociais ( patéticas e irracionais)porque não aprendemos a respeitar-nos uns aos outros e que ninguêm pode ser julgado porque é de chelas ou de cascais, porque é preto ou branco.

Sei que provavelmente quem ler este texto , irá certamente pensar que estou a ver o lado romantico da questão, e que na realidade as coisas não são bem assim, mas uma coisa vos garanto:

Não podemos escolher se nascemos pretos , brancos , ricos ou pobres, se todos nascemos , todos morremos e se cá estamos por alguma razão é, certo?
Que tal aprendermos a respeitar ideias e a não fazer juizos de valor nem a fazer "retratos padrão" da sociedade em que nos temos de vestir de determinado modo ou frequentar determinados sitios para sermos aceites,isso sim é a liberdade que Salgueiro Maia e os capitães de Abril pensaram , não uma liberade Fútil e cruel.

sábado, 18 de abril de 2009

AMIZADE




" A camaradagem, o companheirismo, às vezes, pareçem amizade. Os interesses comuns por vezes criam situações humanas que são semelhantes à amizade. E as pessoas também fogem da solidão, entrando em todo o tipo de intimidades de que, a maior parte das vezes, se arrependem, mas durante algum tempo podem estar convencidas de que essa intimidade é uma espécie de amizade. Naturalmente, nesses casos não se trata de verdadeira amizade.

O AMIGO, não espera recompensa pelos seus sentimentos (...) O sentido mais profundo da AMIZADE é precisamente o altruísmo, o facto de não querermos o sacrificio do outro, não queremos NADA, apenas manter o acordo duma aliança silenciosa."



Sándor Márai

segunda-feira, 6 de abril de 2009

MANIFESTO PELA VERDADE




Passo a apresentá-lo sem artifícios :

Em Portugal, humilde quer dizer calar a nossa opinião, evitar a frontalidade. Não alimentemos esta síndrome humana. Melhor dizendo : a hipocrisia do homem moderno que convive numa sociedade de faz de conta.


Humildade é, embora reconhecendo a nossa inferioridade perante a verdadeira sabedoria, não calar as nossas ideias, boas ou más. É não camuflar a verdade com meias verdades, nem simular/fintar a realidade das relações com os nossos semelhantes. Porque a PUREZA está em encararmos as coisas (aquilo que existiu ou pode existir), tal qual elas se nos apresentam, sem artifícios, por mais positivas ou menos agradáveis que elas sejam.

Esqueçam o politicamente correcto. Ele só nos leva à hipocrisia, à mesquinhice tão própria da pequenez de certas mentes. Ser politicamente correcto não é, necessariamente, optar pelo caminho da civilidade. É antes optar pela via da “etiqueta”.
Não me preocupo em criar para mim um personagem de Miss. simpatia, não se apresenta como um objectivo pessoal. Interesso-me sim por tentar espalhar a mensagem da verdade.


Para com os demais só temos duas obrigações :


1ª :

Respeitá-los. Por respeito não me refiro aos sorrisos presos por arames, plastificados e obrigatórios, que diariamente somos confrontados repetida e aleatoriamente, como forma de demonstrar (falsa) consideração.


Respeito é:

- Não cuspir na sombra dos outros.

- É não causar danos a terceiros

- É honrar a verdade


Enfim, é mostrar carácter.


Para além disso, não devemos perder tempo com quem não nos respeita. Eu opto por ignorar em vez de fingir o que não quero ser. É um DIREITO opcional, não por imposição.


2ª:

só usar a nossa LIBERDADE até onde começa a liberdade dos outros. É um DEVER.


Em tudo o resto, só temos deveres para conosco e para com aqueles que amamos. Para com esses não se trata apenas de respeito. Trata-se de partilha, de laços não desatáveis nem destrutíveis pelo tempo ou espaço.

Quem consegue interiorizar este conceito de forma positiva, sem dramas, ódios nem rancores é, sem dúvida, mais verdadeiro com tudo o que o rodear.


VERDADE, logo FELICIDADE


Eis uma das características que formam o caracter do Ser “Superior”.


quarta-feira, 1 de abril de 2009

GOING UP THE COUNTRY


“Com a minha experiência aprendi pelo menos isto: se uma pessoa avançar confiantemente na direcção dos seus sonhos, se se esforçar por viver a vida que imaginou, há-de deparar com o êxito inesperado nas horas rotineiras. (…) À medida que ela simplificar a sua vida, as leis do universo hão-de parecer-lhe menos complexas, a solidão deixará de ser solidão, a pobreza deixará de ser pobreza, a fraqueza deixará de ser fraqueza. Se construístes castelos no ar, não terá sido em vão esse vosso trabalho; porque eles estão onde deviam estar. Agora, por baixo, colocai os alicerces.”

H.D.T, em Walden

sexta-feira, 27 de março de 2009

Compreender

Ao Ser cabe a destreza de pensar. Usar a cabeça num nível superior, mais inalcançavel do que o simples reagir.
Somos dotados, os que são, de observar. Inspirarmo-nos pelo movimentar á nossa volta. O movimento febril das pessoas, o desabrochar infantil, a eloquência dos animais, o inanimar cheio de vida das plantas, e até as construções nos podem lubrificar.
Somos também capazes de criticar, sendo que isso se tornou a maneira mais fácil de observar. Realçamos uma opinião contra-natura sendo que a mesma de nada serve consumada simplesmente como uma simples opinião. Torna-se mais fácil a crítica e a insatisfação, o que eleva a compreensão e a entreajuda a um patamar mortal.
A dor que sentimos ao observar tal inutilidade nas pessoas, de nada serve se só com isso ficarmos satisfeitos e nos apaziguarmos a tal sugestão. Devemos começar por compreender, logo depois entender o porquê de tais reacções. Para tudo há uma causa-efeito.
Nem todos fomos fomentados de uma educação que nos permita pensar, ou até mesmo criticar, logo, estudar cada factor aprofundadamente, de modo a obter deste uma clarificação.
As desigualdades sociais estão impostas, a mudança é obstruída pela política. Devo arriscar dizer que se não houvessem desigualdades sociais os pensadores não exisitiam ou não eram necessários, visto que eram seres iguais a tantos outros. De nada tinham a falar e a crítica não existia. Mas ela existe e os que lhes é permitido falar e tecer críticas devem em primeiro lugar Pensar.
Nas sociedades e em particular na nossa, há muito a observar e a remodular, mas nem tudo é lamentável. Há boas pessoas, justas e dedicadas, leais e delicadas.
O ser Superior deve sobrevoar o enovoado social e sugar a energia que estes seres nos traz. Tender para o amor, para a partilha, quedar-se em conversas constructivas e arrepiar-se com a sintonia num trocar de ideias.
Há muito mais que o negativismo de uma população ou da sociedade, ao fecharmo-nos nesse pensar, por mais que idealizemos algo correctamente, seguimos o rebanho na mesquinhice, na não-partilha e no miserável testemunhar isolado sem perceber.
Vivendo positivo e leal á lei moral todo o ser se torna mais capaz, visto que testemunha o que quer testemunhar, mas de um modo sensato, pois compreende.

sábado, 7 de março de 2009

Eu sou índigo. E tu?




Passam por crianças hiperactivas mas não são. apenas lutam contra aquilo que dizem ser a passividade da sociedade. As suas capacidades intuitivas apuradas, faz com que detectem uma mentira muito mais facilmente e, por isso, não conseguem conviver com falsidades e hipocrisias.
As crianças índigo começaram a aparecer, em maior número e com maior frequência, nos anos oitenta e são a prova de que vamos ter de mudar muitas coisas. São crianças que nascem para marcar a diferença, para provocar a mudança nas consciências e prioridades humanas, e é exactamente neste ponto que elas se distinguem das outras crianças.

Os índigos pautam-se por mostrar a sua revolta em relação ao que pensam estar mal instituído. Identificam-se pela diferença já que são incapazes de lidar bem com a mentira e com o uso da autoridade sem justificação moral. Privilegiam as relações autênticas, a negociação, o diálogo e a partilha. São crianças que não aceitam ser enganadas porque são extremamente intuitivas, captando assim facilmente as verdadeiras intenções das pessoas que consigo convivem. A maneira de saber se uma criança é ou não um índigo, é apenas pela diferença. Não há, assim, uma cartilha onde se possa dizer que esta pessoa é índigo. Ela caracteriza-se pela diferença porque reage mal à mentira, entre outras coisas.

Com elas, a intimidação não resulta porque andam sempre à procura da verdade e encontrá-la-ão, custe o que custar. Gostam de saber os porquês, gostam de perguntar e pôr em causa e, portanto, quem não está a par da existência dos índigos tem a tendência para lhes colar o rótulo de crianças mal comportadas, o que não é verdade.

Inteligência fora do comum
Os índigos são pessoas mais sensíveis do que as outras, mais intuitivas e revelam uma inteligência espiritual fora do comum.

Na verdade, os mais espirituais afirmam que os índigos vieram para mudar o Mundo, enquanto que os investigadores não arriscam tanto, mas não ficam indiferentes ao fenómeno. Dizem que estas utilizam, em simultâneo, o hemisfério esquerdo (predominância do mundo físico) e o direito do cérebro (mundo espiritual, não físico), o que faz com que elas consigam ir muito além no plano racional e intelectual, desenvolvendo, mais acentuadamente, as capacidades intuitivas, criativas e espirituais.

Com efeito, os índigos necessitam de uma educação e ambiente propício para poderem desenvolver todas as suas potencialidades, ajudando-nos num futuro próximo a mudar muita coisa que necessita ser alterada no Mundo em que vivemos. Não há dúvidas de que as crianças índigo existem na realidade, embora se deva retirar a carga esotérica, ocultista e religiosa que tentam importar a este fenómeno.

Ensino ultrapassado
O sistema educativo vigente já não serve para lidar com as novas gerações de crianças.
Instituições de ensino preparadas para dar resposta a este tipo de crianças não existem praticamente no nosso país. As escolas, em Portugal, estão muito pouco viradas para a interactividade na relação alunos/ professor. Estes encaram os alunos de forma colectiva quando as escolas devem caminhar para um ensino virado para a individualidade das crianças, pois só assim conseguirão retirar o melhor que elas têm.

As crianças índigo não são seres estranhos que apareceram agora no nosso planeta, porque sempre houve crianças índigo no Mundo. O que acontece é que, desde os anos oitenta, o número dessas crianças tem vindo a aumentar significativamente. No entanto, as sociedades ainda não estão habilitadas a lidar com as crianças da “nova era”. Existe hoje um verdadeiro abismo entre a criança e o mundo dos adultos que ameaça tornar-se perigoso.

Por um lado, as crianças nascem com uma predisposição cada vez mais espiritual, por outro, o mundo dos adultos afasta-se, cada vez mais, do valor espiritualista do Homem. O mundo de hoje encontra-se impregnado de uma mentalidade puramente materialista e é isto que os índigos se propõem a alterar. Poucas dúvidas pareçem existir de que as sociedades necessitam, urgentemente, de se consciencializar e adaptar às caracteristicas e mentalidades das crianças que vêm surgindo. Uma nova realidade começa assim a ganhar forma e a implantar-se nas sociedades.

Não será isto uma forma de lutar contra a "rebanização", o seguidismo excessivo - O maior problema da sociedade actual ?
Eu sou índigo, e aqueles que lerem esta mensagem também são, sei-o bem.

Libérez le monde !

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Freedom Fighter



My days were much more exciting when i was pennyless.
Christopher McCandless

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

EFEITOS CONTEMPORÂNEOS II



Hoje e aqui, quanto mais temos mais queremos...

Felizes são aqueles que nada têm sem saber que o podem ter.
Aí, o sol nasce igual para todos

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

You shall be wise and know your culture


Importante não é aquilo que desejamos ter no futuro, antes o que somos e desfrutamos aqui e agora...

Falemos de Liberdade :

Paremos para nos redescobrir. Reconquistemos o bem-estar através da simplicidade.

A harmonia é alcançada através dos sentimentos verdadeiros, que por sua vez provêm naturalmente do âmago do nosso idealismo, e não da manipulação/ distorção camuflada de falsas promessas de felicidade. É uma questão de valores, princípios, ou se quiserem de prioridades individuais.

Eu acredito que menos pode significar mais. Posso existir melhor com menos. Basta não sucumbir à febre do hiperconsumo. Presentemente, o ideal de uma vida feliz é construída por alguém que não nós próprios. Hoje, ser feliz é alcançar o sucesso, é consumirmos em vez de partilharmos.

NÃO !

Se mudarmos o nosso modo de vida, voluntária e gradualmente, seremos recompensados com a Libertação do jugo da rotina capitalista :

Trabalharemos menos, gastaremos menos dinheiro e de forma mais construtiva. Enfim, uma vida com mais sentido, mais próxima da verdade.

Para consumirmos de forma racional temos, pois, de esclarecer e distinguir o que é importante e o que é acessório. Não se trata de renunciar totalmente ao materialismo, nem de nos sujeitarmos a uma privação auto-infligida. Muito menos se trata de ter uma visão romântica da pobreza. Quem pensar isso não compreende o essencial.

Trata-se antes de abraçar uma filosofia de simplicidade voluntária, viver de acordo com os meios, valores de cada um de nós.

Percebamos o funcionamento da “máquina” :

O nosso sistema político depende do crescimento económico, que por sua vez é medido através do Produto Interno Bruto. PIB este que cresce ou não, graças ao consumo. Se todos pararmos de consumir, as economias vão ao fundo. A Publicidade e o marketing existem para nos colocar na linha, tal qual um qualquer rebanho : o seu objectivo é fazer com que continuemos a consumir, que acreditemos ser essa a nossa única solução, de forma a educarmos os nossos filhos a seguir o mesmo exemplo.

O MEDO é muito mais poderoso que a violência.

Se o pior cego é aquele que não quer ver, então abram os olhos e vejam com atenção.

O hiperconsumo não é mais do que uma resposta á insegurança, ao medo que, subtilmente, é trabalhado por profissionais que geram o terror. Além das clássicas manipulações dos publicitários, economias de mercado altamente competitivas geram novas fontes de ansiedade, quer sejam simples questões de identidade (qual o meu papel na sociedade?) ou ainda perguntas elementares ( quem tomará conta de mim quando for velhinho? ).

A ligação entre materialismo e insegurança é bastante clara :

Quanto mais insegurança, mais materialismo, logo mais consumo. É um sistema que se auto alimenta. Somos induzidos a ter comportamentos (“maquiavelicamente” manipulados) estandardizados, como se fossemos Robots. Chegámos ao ponto em que, para sentirmos que vivemos precisamos de comprar qualquer coisa, o que quer que seja, necessário ou não. Simplesmente porque, para milhões de pessoas os bens de consumo se tornaram a essência da vida. Porque temos MEDO de ser excluídos.

O que não nos apercebemos (estaremos cegos ou não queremos ver?) é que o dinheiro e as dívidas dominam a nossa existência, fazemos parte do ciclo vicioso do hiperconsumo:

Trabalhar mais > ganhar mais dinheiro > consumir mais.

Se alguém se recusa a seguir este modelo instalado, logo argumenta a minoria que detém o poder que, desse modo, destruiremos a economia dos Países. O que demonstra até que ponto todos nós dependemos das forças do mercado, quando devíamos ser nós a controlar o rumo das nossas vidas , a definir as nossas prioridades.

Que cada um desperte a sua consciência e estabeleça as suas próprias prioridades. Porque :

" Liberdade é uma atitude"


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Delinear

O ser superior distingue-se pela aptidão que tem de observar os outros.
Navega na decomposição social. Realiza em si uma visita guiada pela evolução industrial, pelos destroços paisagísticos, pela política hipócrita e pela anquilose humana.
Faz uma ablução milimétrica cada vez que pensa pensar, e revê em cada rebanho social a abnegação de o fazer também, e isto frustra-o. Irrita-o. Ira-o.
Com efes-e-erres coloca cada espécie na sua mente, pensa-a, estuda-a, repensa-a, e só depois a define. Não conclui abruptamente, tem a capacidade de distinguir.
Teme-se a si próprio e teme ainda mais não ter o poder de mostrar a verdade, é absentista.
Vive na esperança que noutra sociedade tudo melhore, ou que esta mesma milagrosamente o faça. Mas este não espera. Não espera pelo bumbúrrio político e social.
Ele prossegue insatisfeito, satisfazendo-se com a inglória dos “felizes” e com a insatisfação dos seus pares.